Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 18/10/2021

Ascaridíase, leptospirose, poliomielite são apenas algumas das doenças relacionadas ao tratamento inadequado de água e de esgoto que afetam, principalmente, a parcela mais carente da população. Tal fato, demonstra como a questão da precariedade do saneamento básico é permeada por uma intensa desigualdade social. Essa situação, é gerada pela falta de atuação efetiva do governo em localidades de baixa renda e pela falta de consciência da população mais rica.

Diante dessa perspectiva, é evidente que a ação do Estado concentra-se nas áreas com maior acúmulo de capital, negligenciando as condições do restante da população. Acerca disso, é válido destacar as enchentes que ocorreram no começo do ano na região Norte do país. Esse fato expõe a lógica do governo que prefere investir nas regiões com maior destaque, ao invés de promover soluções para as áreas que são periodicamente afetadas pela falta de saneamento. Além disso, nota-se que a intensa corrupção dos orgãos públicos impede o término das obras e a destinação de recursos para ações que tenham impactos reais. Dessa forma, a falta de acesso ao saneamento básico continua a afetar milhares de vidas.

Como consequência do investimento exclusivo em regiões de alta renda, a parcela mais rica da população não tem consciência do privilégio que é receber água potável e tratamento de esgoto. Tal ideia é validada pela teoria do pensador David Hume, a qual afirma que o homem aprende por meio de suas experiências. Sendo assim, indivíduos que têm acesso fácil aos serviços de qualidade só entendem a situação de quem vive sem quando são expostos a essa realidade. Por conseguinte, pessoas que poderiam atuar em prol da melhoria do sistema de esgoto, água e lixo não fazem nada, perpetuando a situação precária do saneamento básico brasileiro.

Portanto, a fim de enfrentar os desafios que impedem a melhoria do sistema de saneamento, é preciso criar o projeto “Todos têm direito”. Empresas privadas de jornalismo e publicidade realizarão campanhas em canais de televisão e redes sociais para conscientizar e incentivar que a população cobre o Estado. Por meio de vídeos e fotos que expõem a dura realidade das pessoas que vivem sem serviços adequados, o povo vai compreender seus privilégios e a mudança vai começar.