Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 13/10/2021

No livro “Utopia” – criado pelo escritor inglês Thomas Morus- é retratada uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos e problemas sociais. Entretanto, tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade brasileira, uma vez que não há democratização plena do acesso ao saneamento básico para todos os cidadãos. Logo, faz-se preciso analisar não só a negligência estatal, como também a desigualdade social sendo elementos propulsores do revés.

A priori , é válido ressaltar que o descaso do poder público é uma das razões pelas quais os problemas persistem. Diante disso, Émile Durkheim, renomado sociólogo francês afirma: é dever do estado gerenciar questões relacionadas ao processo social. Todavia isso destoa da realidade visto que há uma falha desse ato em foco da coleta de lixo domiciliar que, muitas das vezes, não ocorre em lugares de baixa infraestrutura, como em periferias. Dessa forma, sem o serviço público de limpeza, semanalmente, as pessoas acabam que descarta incorretamente os lixos, jogando por exemplo, em lotes vagos. Sendo assim, o governo fere os princípios pontuados por Durkheim, em simultâneo, inviabiliza o bem-estar social e a limpeza das cidades.

Ademais, outro elemento que impede a democratização do acesso ao saneamento básico é a de desigualdade social. Nesse viés, de acordo com índice de GINI -medida que classifica o grau de desigualdade no mundo- o Brasil está entre as dez nações mais desiguais. Nesse logica, há uma parcela significativa da população que devido a má distribuição de água, falta do tratamento de esgoto e entre outros problemas, sofrem entraves para ter um saneamento básico. Por conseguinte, essas pessoas que vivem em tais situações, corre grande risco de adquirir diversas doenças como: leptospirose e cólera. Assim, é visível que sem o tratamento básico necessário para o saneamento os indivíduos continuarão tendo problemas.

Portanto, é de extrema relevância que haja caminhos para democratizar o acesso ao saneamento básico no Brasil. Para tanto, o governo deve investir em regiões de baixa infraestrutura, por meio de verbas que serão direcionadas para a contratação de mais servidores públicos, a fim de realizar os serviços de coleta de resíduos sólidos e tratamento de esgoto e de drenagem urbana ,para então melhorar o bem estar social e evitar propagação de doenças através das péssimas condições de saneamento básico . Espera-se que com essas medidas haja uma civilização mais parecida como do livro “Utopia”.