Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 10/11/2021
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (SNIS), cerca de 35 milhões de brasileiros carecem de água tratada em suas residências. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema e de inúmeras consequências no que tange à questão do precário saneamento básico do país. Com efeito, tornam-se evidentes como causas a falta de políticas públicas e o falho planejamento urbano.
Convém ressaltar, a princípio, que a negligência governamental é um fator determinante para a persistência dessa situação. Sobre isso, Abraham Lincoln, ex-presidente americano, disse, em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal declaração, nota-se uma inconformidade sobre o escasso saneamento brasileiro e a atuação do Estado, visto que, em paradoxo à afirmação de Lincoln, a política atual não serve o povo com ações, planos e metas públicas que atuem na questão abordada, o que contribui com a contínua proliferação de doenças causadas por falta de higiene coletiva.
Além disso, outra dificuldade encontrada é a falta de planejamento das cidades. Nesse sentido, o processo de urbanização no Brasil, iniciado no século XX, a partir do processo de industrialização, provocou um aumento exacerbado da população urbana, seguido da favelização, já que não houve planejamento. Assim, há a marginalização dos cidadãos de classe baixa, de modo que estes não recebam a coleta de esgoto adequada e a água tratada garantida por lei, por isso, ficam, então, mais suscetíveis a infecções gastrointestinais.
É indubitável, portanto, que tais entraves necessitam ser solucionadas. Dessa maneira, o Governo Federal - principal responsável por garantir o bem-estar da população -, em parceria dos governos municipais, deve usar parte significativa da verba arrecadada po meio dos impostos para o investimento direcionado às necessidades locais acerca do saneamento básico de cada cidade, principalmente nas favelas. Tal medida deve ter finalidade de extinguir o problema e garantir a saúde da população brasileira. Somente assim, os preocupantes dados do SNIS diminuirão.