Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 01/11/2021

A obra “Os miseráveis”, de Victor Hugo, retrata as injustiças sociais da França do século XIX. Fora da ficção, no Brasil do século XXI, pode-se observar um contexto semelhante ao da trama: a injustiça impera no que tange o precário saneamento básico, assim como os desafios que impedem sua melhoria, como a negligência estatal e a falta de investimento público.

Em primeira análise, é evidente que a omissão do Estado é uma das razões pelas quais o problema persiste. Consoante ao discurso de Karl Marx, o governo é passivo frente aos problemas sociais. Desse modo, observa-se a precariedade dos serviços sanitários destinados à população, o que implica diretamente em sua qualidade de vida. Nesse sentido, as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado Brasileiro não promove de forma eficiente políticas públicas para solucionar tal revés.

Em segunda análise, observa-se a falta de investimento público, essencial para um saneamento básico de qualidade. Diante desse cenário, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. Entretanto, é preciso de investimentos maciços para agir sobre as mazelas supracitadas.

Urge, portanto, ações efetivas para reverter tal descaso com os cidadãos brasileiros. Destarte, é dever do Estado investir maciçamente em políticas públicas de serviços sanitários, aplicando essas verbas prioritariamente em regiões mais carentes de saneamento básico. Outrossim, para o sucesso dessa proposta, torna-se fundamental a transparência por meio da fiscalização regular de órgãos competentes, a fim de que a população possa avaliar exatamente onde foram empregados os gastos públicos. Assim, a realidade brasileira se distanciará da obra de Victor Hugo.