Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 03/11/2021

No filme “Wall-E”, é retratado que os humanos passaram a viver em uma nave espacial, já que na Terra não havia mais equilíbrio ambiental e, assim, sem condições de vida. Fora da ficção, nota-se que, no atual cenário brasileiro, devido à falta de melhorias no saneamento básico há desestrutura nas condições de vida como na dramaturgia, uma vez que a saúde humana sofre impactos. Nesse sentido, no que tange à questão desses desafios, observa-se a persistência de um grave problema, em virtude da desigualdade social e da negligência governamental.

Em primeiro lugar, a carência de um sistema igualitário influi decisivamente na consolidação da problemática. A esse respeito, o escritor brasileiro, Ariano Suassuna afirma em uma frase que é muito difícil vencer a injustiça secular que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. Analogamente, é aplicado aos obstáculos ao acesso às redes de esgotos, posto que as pessoas que não têm o privilégio de ter água potável estão no país dos despossuídos, passando pela injustiça de sofrer diariamente com as sequelas dessa precariedade, por não haver uma infraestrutura melhor. Logo, enquanto tais indivíduos não conhecerem o país dos privilegiados, acarretará na perpetuação dessa adversidade.

Outrossim, a insuficiência estatal apresenta-se como outro fator influencia diretamente na efetivação das barreiras para um serviço básico melhor no Brasil. Nessa perspectiva, a Constituição Federal de 1988 assegura que o saneamento básico é um direito de todos. No entanto, na prática, esta garantia é deturpada, visto que aqueles que não possuem saneamento básico passam por circunstâncias agravantes e não recebem nenhum tipo de assistência, tendo a escassez de projetos estatais que visem a limpeza das ruas e investimento em instalações. Enfim, aqueles que não têm serviços sanitários prevalecem desamparados, indo contra as ideias da Constituição.

Portando, indubitavelmente, medidas são fundamentais para atenuar tal entrave. Diante disso, é necessário que o Governo Federal, junto com governadores e secretários dos municípios, invista na construção de novas infraestruturas de serviços básicos, por meio de programas sociais, garantindo que todos tenham um saneamento melhor, fazendo drenagem e encanamento da água e o tratamento do lixo. Ademais, o Ministério da Saúde, em apoio do Estado, ajude os indivíduos que adoecem em decorrência dessa situação, utilizando-se espaços que recebam e ajudem a comunidade, dando assistência aos que precisam, como a limpeza dos locais e auxílio com materiais. Feito isso, o saneamento básico em estado de ruína não será mais uma realidade e, então, não haverá a necessidade de uma nave espacial”.