Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 14/11/2021

De acordo com a OMS, em 1946, o conceito de saúde vai além da ausência de doenças e enfermidades, e sim ao completo bem-estar físico, mental e social. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o alto índice de pessoas sem acesso ao saneamento básico no Brasil, e a falta de serviço público de qualidade, dificultando então, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, é refletida o crescimento da favelização em metrópoles brasileiras e a precária condição de saúde pública em bairros pobres.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a carência de medidas governamentais, para combater, a falha no planejamento urbano das obras públicas nas comunidades. No período do século XIX, após a industrialização, ocorreu um aumento exponencial do exôdo rural nas cidades, séculos depos, com o crescimento do PIB, essa taxa continuou a crescer. Assim, o processo de urbanização acabou trazendo muitos problemas ambientais para a população, que além da ocupação dessas pessoas em áreas irregulares e de risco, como as favelas, são bairros sem nenhum planejamento urbano, que proporcione uma boa qualidade de vida para a população de baixa renda.

Ademais, é fundamental apontar a escassez de serviço público de qualidade como impulsionador da propagação de doenças no Brasil. Segundo dados SNIS, 48% da população brasileira não possuem coleta de esgoto, que com o acumulo de lixo, proporciona graves doenças, como a dengue e a leptospirose. Diante de tal exposto, mesmo com a criação do PLANSAB, os cidadões correm o risto de passar por mais duas gerações, vivendo em ambientes impróprios para o bem-estar, oque infelizmente é evidente no país.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo federal, principal responsável pela garantia dos direitos básicos da população, deve investir verbas federais ligadas ao novo marco legal, em progetos mais elaborados, começando pelos bairros mais degradados, seguindo de acordo com as necessidades de cada cidade, democratizando o acesso aos serviços sanítarios, a fim de que se tenha uma sociedade mais proxima do bem-estar completo.