Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 17/11/2021

No ínicio do século XX, durante a República Velha, a cidade do Rio de Janeiro passou por um processo de urbanização e saneamento que objetivava melhorar a qualidade de vida na cidade. Análogo a isso, o saneamento básico brasileiro ainda é precário.Essa realidade, que poderia ser minimizada pela concretização de políticas públicas e pela pressão popular, é resultado da falta de investimentos e da negligência governamental.

Nessa perspectiva, nota-se que, em consonância com o cenário do saneamento básico no país, os investimentos direcionados à essa esfera são insuficientes.Sob essa ótica, o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), que aspirava à universalização das estruturas de saneamento, teve sua previsão final afetada pela alteração dos índices de inflação.Dessa forma, fica evidente que a falta de renda para a execução das políticas públicas já existentes impossibilita a democratização do acesso ao saneamento básico.

Ademais, a negligência governamental, fomentada pela falta de intimidação por parte da população, contribui para o agravamento dessa temática.Paralelo a isso, a questão da ineficácia estatal referente à melhora do saneamento básico, uma vez que está diretamente relacionada com a qualidade de vida da população, contradiz a ideia  defendida pelo filósofo francês Jean-Paul Sarte, o qual afirma ser dever do Estado a manutenção do bem-estar social.Logo, vê-se como urgente o combate da negligência governamental.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, é dever do Governo Federal garantir a democratização do acesso ao saneamento básico no Brasil, por meio da aplicação das diretrizes do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Além disso, é necessário também uma maior distribuição de renda que possibilite a realização desses projetos. Espera-se, com essas medidas atenuar os desafios para a melhoria do saneamento básico no Brasil.