Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 17/11/2021
De acordo com Thomas Marshall, sociólogo britânico, a cidadania só poderia ser alcançada por meio da obtenção de direitos básicos como educação, segurança e saúde. Entretanto, analisando o cenário atual, conclui-se que, principalmente no tangente a saúde, essas premissas não estão sendo integralmente cumpridas. Isso se dá pelos planos escolhidos no governo vigente, que busca resultados imediatos e reeleição, negligenciando outras áreas, e prejudicando o meio ambiente e a população. Logo, infere-se que é necessária a busca por caminhos para enfrentar os desafios e universalizar o precário saneamento básico brasileiro.
Primordialmente, é importante destacar como às políticas públicas são feitas e a razão do saneamento básico - mesmo que extremamente importante, não ser colocado em pauta. De acordo com reportagem da plataforma Politize, a criação dessas ações passa por um ciclo, são definidas as prioridades, através de queixas da população, o governo analisa os recursos, os caminhos possíveis, para então colocá-los em prática. Portanto, pode-se apurar que o saneamento básico e a saúde são dificilmente áreas escolhidas, visto que precisa de investimentos altos e a longo prazo, dessa forma os governantes não obtêm votos para a próxima eleição.
Ademais, vale ressaltar às consequências do desdém governamental com o tratamento de esgoto, de água e descarte correto do lixo - etapas englobadas no saneamento básico. A comunidade e o meio ambiente sofrem graves sequelas, a coleta seletiva é ineficaz, misturando resíduos recicláveis com não recicláveis, causando maior acúmulo deles. Além disso, o descarte em lixões gera chorume - líquido tóxico que penetra no solo e contamina o lençol freático, outros mananciais e depósitos aquíferos subterrâneos os tornando impróprio para uso e matando os animais que vivem no ambiente.
Diante dos fatos supracitados, com a finalidade de oferecer a toda a nação serviços de saneamento básico, o governo federal deve tornar o saneamento alvo de políticas públicas, por meio da criação de comitês que fiscalizem áreas vulneráveis e direcionem maior parte da verba a elas. Com a adoção dessas medidas a população será mais saudável e cidadania será alcançada