Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 09/01/2022

Entram e saem governantes, parece que a questão do saneamento básico no Brasil não avança como deveria, atingindo menos 50% da população em alguns estados no quesito esgoto tratado. É um direito básico o acesso a esses serviços, contudo há alguns problemas desafiadores a serem superados para que esse sistema atinja toda a população.

O ritmo de crescimento das cidades se dá de forma mais acelerada do que a cobertura desse serviço essencial. O crescimento e a expansão das cidades, em áreas muitas vezes de preservação e de difícil acesso se tornam incontroláveis. Os índices da falta de água e de esgoto refletem a desigualdade nas cidades e a fomenta.  Quanto menos recursos, mais pobre a região. A falta de vontade política se torna agravante nesse contexto. E a população age com desconhecimento, muitas vezes, não usando de forma consciente os recursos.

Aproveitar a infraestrutura já existente, compactando as cidades e fazendo uso adequado de prédios e terrenos abandonados em centros urbanos é uma via. A regularização fundiária também é uma forma de atrair investimentos para esses loteamentos. A água tratada é mais acessível à população do que o esgoto. Logo, deve-se pensar no bom uso da mesma. O aproveitamento da água das chuvas e reuso da água cinza é feito por poucos, muitas vezes por desconhecimento. O uso racional da água e a separação do lixo não é comum. Estima-se que cada habitante produza 1kg de lixo por dia, que geram um volume grande quando multiplicado pelo número de habitantes.

A meta é chegar próximo dos 100% com o PLANSAB - Plano Nacional de Saneamento Básico-, até 2033, necessitando duplicar os investimentos. Não há dúvidas de que precisa existir uma força tarefa nesse sentido, já que é um problema que se perpetua. Governo federal, estaduais e municipais devem unir esforços junto a iniciativa privada e a população para melhorarmos a qualidade de vida de todos.