Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 25/02/2022

Durante o governo de Juscelino Kubischek, o Brasil realizou um forte investimento nos meios de transporte rodoviários e negligenciou os mais eficientes ferroviários. Agora, o país dispõe de meio trilhão de reais para gastar em saneamento básico e precisa de um planejamento sistemático sobre como alocar esse recurso.

Quanto ao saneamento, embora o saneamento básico esteja previsto na constituição como sendo um direito do cidadão brasileiro, muitos não recebem os benefícios dessa lei. Em concordância, dados recentes do canal de notícias G1 mostraram que em torno de 50% dos brasileiros não possuem coleta de esgoto, ou seja, fezes são jogadas em córregos locais ou em aterros precários favorecendo a disseminação de doenças. Por outro lado, esgotos não são feitos com boas intenções, custam caro, requerem metais e trabalhores especializados para planejar e executar as grandes obras que possibilitam a coleta de esgoto para todos.

Nesse sentido, o PLANSAB (Plano Nacional de Saneamento Básico) é um projeto que busca universalizar o acesso a água e esgoto, esse dispõe de R$ 503 bilhões de reais e realizou uma previsão inicial de entrega para 2033. Contudo, em uma revisão dos valores recente, essa previsão já foi estendida para 2054, um aumento de mais de 20 anos na previsão inicial. Evidentemente, isso mostra que, ou há um descaso por parte do governo no que diz respeito ao problema do saneamento, ou os responsáveis técnicos pelo projeto têm deixado a desejar na avaliação dos passos a sereme executados para que o projeto seja concluído com sucesso.

Em suma, existem recursos para serem investidos no saneamento básico, porém, é questionável se estão sendo bem empregados. Como solução, os técnicos do PLANSAB deveriam disponibilizar um planejamento sistemático sobre o que será feito e onde de forma que a população possa acompanhar e fiscalizar o andamento das obras. Dessa forma, haverá uma maior chance dos recursos serem bem investidos.