Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 05/05/2022

Durante a Idade Média, era comum que dejetos humanos fossem descartados nas ruas, em razão da ausência de sistemas de tratamento de esgoto e água. Com o passar do tempo, esses serviços foram inseridos nas cidades modernas. No entanto, os desafios para melhorar o precário sanemamento básico brasileiro ainda persistem, trazendo danos à saúde da população. Assim, faz-se mister reverter esse quadro, por meio da conscientização social.

Antes de tudo, é preciso observar os problemas de saúde relacionados à falta de saneamento básico. Nesse horizonte, a Constituição federal de 1988 prevê o direito ao bem-estar físico e mental para todos os cidadãos. Contudo, percebe-se que as inadequações no sistema de tratamento de dejetos ou recursos hídricos inviabilizam a garantia desse direito constitucional. Isso ocorre porque o consu-mo de água contaminada é responsável por diversas doenças, como hepatite A, cólera, leptospirose e esquistossomose que, em últimos casos, podem ser fatais.

Outrossim, é válido pontuar o comportamento social como impulsionador da problemática em questão. Sob esse viés, dados do Banco Mundial revelam que mais de 2 milhões de toneladas de plástico são descartados de maneira irregular no Brasil. Nesse cenário, o sistema de saneamento é extremamente prejudicado, pois os resíduos depositados inadequadamente nas ruas entopem bueiros e favorecem enchentes, dificultando o tratamento do esgoto. Além disso, a conta- minação da água por lixo plástico também atrasa o abastecimento de água, atrapalhando a prestação desses serviços nas cidades.

Portanto, medidas são necessárias para reverter a situação. Para tal, cabe ao governo, na condição de garantidor dos direitos individuais, realizar palestras públicas, por meio do Mninistério da Educação.Tal ação deve informar os cidadãos acerca dos cuidados com o descarte correto do lixo, bem como de sua importância para o bem-estar comum. Dessa forma, a população informada diminuirá a quantidade de plástico nas ruas e aquíferos, contribuindo, assim para melhorar o precário saneamento básico no país.