Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 15/05/2022

Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros.” Essa frase do livro “A Revolução dos Bichos” relaciona-se intimamente com a questão do saneamento básico brasileiro o qual por não abarcar toda a sociedade, denuncia um olhar excludente àqueles que não tem acesso a ele. Essa problemática tem como desafios a marginalização da parcela mais pobre da população e a falta de fiscalização do poder público às obras destinadas à melhoria do saneamento.

Inicialmente, é fato que a precariedade no saneamento básico brasileiro é histórico e que atinge sobretudo, aos mais pobres. Historicamente, logo que desembarcou em solo brasileiro em 1820, a família real providenciou melhorias sanitárias para as cidades as quais receberiam a corte ao passo que despejou para locais insalubres e distantes do centro a parcela empobrecida da população. Hoje, infelizmente, ver-se que pouca coisa mudou e os marginalizados no conjunto social continuam com pouquíssimo acesso a um saneamento básico de qualidade, tendo que construir suas vidas sem recursos básicos tais quais: infraestrutura, planejamento urbano ou salubridade. Consoante apontado pelo IBGE, a desigualdade social foi o principal fator para que o número de aglomerados subnormais dobrasse em 2020, chegando a quase ter mil. Diante disso, fica claro que a marginalização social é um desafio para o saneamento cujas mazelas continuam a vitimar milhares de cidadãos e por isso, deve ser superado.