Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 24/05/2022
No filme brasileiro “Saneamento básico”, mostra na forma de comédia e ironia, a péssima assistência e falta de verbas para a higiene e saúde pública do Brasil. Paralelamente, apesar de ser uma obra cinematográfica, a problemática tratada no filme é verídica na atualidade, uma vez que mesmo com a existência de verbas, as mesmas são insuficientes para suprir a necessidade de infraestrutura para o tratamento de esgoto adequado no país. Nesse contexto, cabe ressaltar que a falta de conscientização da sociedade também dificulta na resolução desse problema.
A partir disso, vale pautar a negligência governamental a respeito do saneamento básico no Brasil. Segundo o bloco de notícias Brkambiental, o país tem quase 35 milhões de pessoas sem aceso a água tratada e 100 milhões sem coleta de esgoto. Nessa perspectiva, é notável que a grande maioria da população estão expostas e sujeitas a doenças causadas pela má condição de higiene, a água não tratada por exemplo, pode causar intoxicação alimentar e outras doenças mais graves . Assim, com o auxílio do governo para melhor infraestrutura do tratamento de esgoto e fornecimento de água limpa, a sociedade ficaria mais assegurada da situação.
Outrossim, é imperativo destacar que a sociedade falta com educação ambiental, visto que é descartado lixo nas ruas, causando entupimentos de bueiros e dificultando a coleta de esgoto. Um exemplo de irresponsabilidade humana ocorre em Lahore no Paquistão. No documentário feito pela equipe Ruhi Çinet, mostra o dia a dia nessa cidade, a mais suja e poluída do mundo, evidenciando as doenças respiratórias causadas pelo mal cheiro. Com isso é possível perceber que sem a falta de conscientização da população, qualquer serviço prestado será quase nulo.
Diante desse cenário, faz-se urgente a implantação de medidas públicas para alterar essa realidade. Para isso, com o objetivo de conscientizar a população acerca de prejuízos causados pelo lixo mal descartado, o Ministério da Saúde, juntamente com o IBAMA, órgão responsável pela sustentabilidade da natureza, deve realizar um projeto de compartilhamento de informações sobre o assunto, realizando palestras em cidades com situações emergentes. A partir disso, o governo federal deve implementar verbas para o saneamento básico. Desse modo, o problema se tornaria menos agravante gradativamente no país.