Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 25/05/2022

O filme “Saneamento Básico” retrata a luta e mobilização de um vilarejo do Rio Grande do Sul para conseguir tratamento de esgoto e água, porém ocorrem impedimentos quando a burocracia a e falta de verba por trás do problema se fazem presentes. Fora da ficção, o saneamento básico, apesar de necessário, não é universal e causa prejuízos nas esferas sanitárias, sociais e ambientais. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Nesse contexto, vale ressaltar a importância do saneamento básico tanto na regulação de recursos ambientais quanto na profilaxia de doenças, uma vez que há a destinação adequada de dejetos, lixo e água poluída. Porém, segundo o Ministério de Desenvolvimento Regional, apenas 53,2% da população brasileira tem acesso à rede de esgoto. Dessa maneira, é evidente que mais da metade da população está restrita ao saneamento básico e consequentemente, a melhora da qualidade de vida, a diminuição de doenças infectocontagiosas e aos recursos naturais fundamentais para a sobrevivência.

Outrossim, a burocracia, a falta de planejamento de projetos na área e a ausência de estudos ecossistêmicos dificultam a implantação do saneamento básico nas comunidades brasileiras. De acordo com o sociólogo Darcy Ribeiro, no livro “O Brasil como problema”, o país só poderá evoluir na medida em que as todas as classes sociais atingirem o mesmo tipo de acesso aos recursos existentes. Logo, é inaceitável que se plolongue o sofrimento, adoecimento e morte da população por conta da ineficiência de políticas direcionadas e da negligência governamental em executar ações na área.

Portanto,verifica-se que os Estados e Municípios devem mudar a realidade do saneamento básico no Brasil. Desse modo, o Tribunal de Contas da União deve destinar verbas para que Ministério da Saúde em parceria com as prefeituras locais realize concursos e contrate empresas para retomar obras ociosas. Além disso, o Ministério da Educação e Tecnonologia, por meio de projetos em universidades, deve implantar estudos ambientais sobre as áreas mais precárias e criar um banco único de dados para facilitar a implementação e estudo de ações sanitárias eficazes. Assim, o Brasil será melhor para todos.