Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 13/06/2022
Zygmunt Bauman defende que “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. No entanto, não é possível verificar uma reação interventiva no saneamento básico brasileiro, que, apesar de ser uma pauta discutida, não há ainda uma solução eficiente que resolva o descaso a saúde pública. Então, deve-se traçar estratégias a partir da atuação nas causas do problema: o descaso com a sociedade e a falta de investimento governamental.
Dessa forma, é notável que o descaso com a sociedade é um desafio presente no problema. Nos artigos fundamentais, o primeiro item da lei Nº 11.445, é citada orientações nacionais para o saneamento básico, como abastecimento de água potável e tratamento de esgoto. Porém, há uma falha absurda em exercer essas diretrizes fundamentais para a sobrevivência quando se trata da precaridade de saneamento básico brasileiro, visto que, no Brasil, indicadores que demonstram a falta de rede de esgoto para a população têm baixo índice de mudança. Assim, é preciso que esses artigos citados na lei sejam praticados.
Em paralelo, a falta de investimento governamental é um entrave que tange o problema. O Plano Nacional de Saneamento Básico, criado com o objetivo de melhorar as questões sanitárias, não se faz tão eficiente. Tal perspectiva aponta propagar melhorias na distribuição de água potável e esgoto tratado, resolvendo a situação precária de saneamento, contudo, devido ao não investimento monetário do governo e à não busca populacional pelos seus direitos, não é aplicado. Assim, é preciso que haja maior interesse do cidadão e a ajuda financeira dos governadores.
Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o Estado deve investir, por meio da disponibilização de dinheiro para os prefeitos, a fim de que acabem com o descaso social investindo no saneamento básico de todos os cidadãos. Tal ação, de investimento e mudança, pode ser publicada nas páginas da prefeitura mostrando as novas medidas tomadas e incentivando mais prefeitos a tal atitude. Simultaneamente, é preciso expor sobre a falta de investimento governamental presente no problema. Dessa forma, será possível, enfim, desenvolver uma reação às crises, como sugeriu Bauman.