Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 30/07/2022

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse trecho do poeta Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a pedra se mostra como um obstáculo no caminho, podendo se associar com a falta de saneamento básico, que se configura como um obstáculo na sociedade brasileira. Nesse viés, é de extrema importância analisar os desafios que envolvem essa questão, com destaque à negligência governamental e à desigualdade social.

A princípio, é importante notar que a indiligência do Estado intensifica às dificuldades para impor o saneamento básico. Nesse sentido, conforme Nicolau Maquiavel, no livro “O príncipe”, para se manter no poder dispõe-se a tarefa de operar e ter como objetivo o bem universal. À vista disso, a falta de atuação do governo, nesse contexto, mostra a baixa consideração pelo bem universal, existindo assim a falta de saneamento em diversas áreas.

Outrossim, é necessário apontar que a grande desigualdade social presente, no Brasil, é outro fator que contribui para a manutenção desse problema. Sob essa ótica, de acordo com o Ministério de Desenvolvimento Regional, apenas cerca da metade da população brasileira possui acesso a redes de esgoto, sendo os bairros mais humildes grande porcentagem dessa metade da população, que não tem acesso nem a tratamentos básicos. Por conseguinte, só parte da população desfruta do saneamento, se mostrando não como um bem universal, mas como um bem para poucos.

Portanto, medidas para mitigar a precariedade do saneamento básico, no Brasil, são necessárias. Deste modo, a fim de melhorar as condições em que as pessoas vivem, é preciso que o governo, por meio de órgãos, como o Ministério da Saúde, torne possível a criação de redes de esgoto e a criação de grupos para coleta de lixo, com foco em regiões mais precárias. Tais ações podem retirar a pedra de Drummond que se vê como um problema na sociedade brasileira.