Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 11/08/2022

A Organização das Nações Unidas, com os Objetivos do Desenvolvimento Susten-tável, define que a infraestrutura das cidades é um direito do cidadão e um dever com o meio ambiente. Entretanto, ainda existem desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro, como a rápida expansão das principais cidades do país e a falta de alinhamento entre as instâncias municipais e estaduais com o cres-cimento sustentável dos centros urbanos e a legislação ambiental.

Primeiramente, a rápida expansão das princiapais cidades do país formou conglomerados que ultrapassam limites municipais e necessitam de especial atenção com o manejo de rejeitos, como água e esgoto, para manutenção da qualidade de vida, como retratado nas “Crônicas de Gelo e Fogo”, do escritor George Martim. Nesse contexto, a complexidade do emaranhado citadino torna seu desenvolvimento custoso, em recursos humanos e monetários, uma vez que o Brasil não possui tecnologia para mapear as comunidades, controlar sua expansão e criar soluções para melhorar o precário saneamento básico brasileiro.

Em segundo lugar, cada real gasto com o tratamento de rejeitos, de acordo com o Ministro da Saúde Ricardo Barros, cria uma economia de sete reais no tratamento de doenças correlatas. Dito isso, a ausência de alinhamento entre as instâncias municipais e estaduais com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável torna o planejamento de melhorias no saneamento básico ineficaz. Dessa forma, a falta de uma entidade articuladora entre mercado, universidades, Estado e empresas privadas, compensando a deficiência governamental em organizar, executar projetos eficazes e direcionar verba faz com que os gestores do país careçam de um norte ao planejar os próximos passos.

Logo, é imprescindível que o precário saneamento básico brasileiro melhore. Para resolver esses desafios, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional, em par-ceria com o Ministério da Educação, fomentar o estudo e a pesquisa em saneamento. Após produzir tecnologia e trazer as tendências para o país, cabe as Secretarias Estaduais viabilizar soluções específicas, baratas e perenes para as cidades brasileiras, resolvendo, em definitivo, a precariedade do saneamento básico.