Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 20/09/2022

Na antiga Europa medieval, doenças - como a peste negra - e pragas advindas do problemático saneamento básico alastraram-se por todo o continente, resultando na morte de um terço da população. Nesse contexto, nota-se que, há, no século XXI, relação entre a antiga sociedade europeia e o Brasil, tendo em vista os desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro, como a inércia estatal e a falta de conscientização da população.

A princípio, vale ressaltar o estudo feito pelo Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento, em 2018, que, até o ano de 2022, o Brasil não alcançará a meta de alcance populacional com o tratamento completo de esgoto. Nesse sentido, cabe pontuar a inércia estatal, no que tange à falta ampliação de investimentos nessa área, a principal responsável pela manutenção desse empecilho. Desse modo, é possível verificar a inoperância do Estado acerca dessa questão, verdade essa que ratifica o não cumprimento de um dever previsto na Carta Maior nacional.

Ademais, destaca-se que a falha do sistema em ensinar a população sobre o tratamento de água e esgoto é capaz de expandir os desafios da melhoria sanitária. Posto isso, vale trazer a frase de Rubem Alves, em que postula que “há escolas que são asas e há que são gaiolas”. Isso significa que, caso o aprendizado não promova a pessoa para o pleno conhecimento da realidade na qual está inserida – como o saber de doenças e pragas recorrentes da higiene e saneamento precários –, elas serão incapazes de assumir a plena defesa pelo coletivo. Logo, infere-se que a falta de conscientização da população, acerca desse tema, tem como porquê principal o não conhecimento dos cidadãos sobre o percalço.

Em suma, o supracitado expõe a necessidade de, mediante políticas públicas populacionais, mudar essa conjuntura. Destarte, cabe ao Ministério de Desenvolvimento Regional a criação de políticas populacionais e educacionais por meio de assembleias gerais no Planalto Central e palestras nas escolas brasileiras, afim de incentivar a conscientização sanitária desde a juventude. Consolidar-se-á um país, diferente da europa medieval, mais preocupado com sua população e seguro para se viver.