Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 25/10/2022
Apesar de o saneamento básico ser um direito garantido pela lei brasileira, metade da população não possui acesso à rede de esgoto, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento Regional. Isso aponta o déficit governamental em promover o total bem-estar dos cidadãos. E, pelo Brasil ser um país de tamanha magnitude e muito desigual, há diversos obstáculos para tornar políticas públicas eficazes. Sendo assim, é necessário compreender os desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro.
Em primeiro lugar, há o crescimento desordenado das cidades. Esse fator dificulta uma universalização do saneamento básico, já que esse não é um sistema simples de instalação, por envolver gastos e mão de obra públicos. Com isso, a população menos abastada de recursos econômicos desloca-se para as periferias, onde o relevo é irregular, o que compromete a eficiência das moradias, expondo-a a situações de precariedade. Desse modo, é entendível que a desigualdade social é um agravante em relação ao completo acesso ao saneamento básico, precisando ser combatida.
Ademais, a dimensão do Brasil prejudica um sistema funcional, de modo que certas regiões ficam sem atendimento do governo. Alguns brasileiros vivem em locais isolados, sem a disponibilidade de outros serviços essenciais, como povoados do Amazonas. Porém, a falta do saneamento também ocorre em lugares onde há escassez de água, visto que essa é um dos recursos essenciais para a consumação do tal. Assim, é importante evidenciar essas áreas pouco reconhecidas pelo governo.
Portanto, cabe ao Estado ampliar o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), por meio de mais investimentos financeiros e conscientização dos cidadãos sobre. Além de mobilizar recursos para diminuir a desigualdade social, agente que corrobora com o difícil acesso ao saneamento. Isso tudo, a fim de promover qualidade de vida e saúde à população