Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 06/11/2022

A Constituição Federal de 1988 prevê o direito aos itens básicos a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prorrogativa não tem se reverberado com ênfase, ao observar o precário saneamento básico do Brasil. Nesse contexto, é possível analisar o silenciamento e a negligência governamental como uma das principais problemáticas da questão, que carece de intervenções do Governo para que haja uma mudança nesse cenário atual.

Com efeito, Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. No entanto, há um silenciamento instaurado a respeito do saneamento brasileiro. Visto que, as periferias e áreas carentes do país se encontram sem acesso à coleta de lixo, água e esgoto. Dessa maneira, as pessoas que convivem nesses lugares estão expostos aos risco de doenças e contaminações de bactérias devido à exposição aos problemas já mencionados. Sendo assim, erge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Ademais, é oportuno mencionar a negligência governamental presente no assunto abordado. Para John Locke, o Estado é responsável por garantir os serviços básicos a toda população, porém, tal responsabilidade não tem sido honrada, uma vez que não há investimentos suficientes para manutenção de esgotos ou redes de coletas para os desprivilegiados que aqui habitam.

Portanto, medidas são necessárias para alterar esse cenário. O Governo, junto com o Ministério da Saúde, devem criar cronogramas de coletas semanais e promover redes de esgotos em todos os municípios brasileiro, através de verbas disponibilizadas para tal ação, visando oferecer uma melhor qualidade de vida e um ambiente mais limpo e harmonioso para esse grupo de indivíduos, concretizando, assim, o pensamento de John Locke.