Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 08/11/2022
Ainda hoje o Brasil não oferece saneamento básico para grande parte da população: 48% não têm coleta de esgoto e 35 milhões não possuem água tratada. Esta realidade traz diversos problemas à sociedade como prejuízos à saúde e ao meio ambiente.
Primeiramente, a falta de acesso à água e esgoto tratados expõe a população a uma série de doenças como a leptospirose, esquistossomose e a cólera. Assim, além de o direito básico à saúde, garantido na Carta Magna, ser descumprido há um prejuízo econômico: só no primeiro semestre de 2020 foram gastos 16 milhões de reais no SUS com internações causadas por estas doenças.
Outrossim, o esgoto não tratado contamina nossas bacias hidrográficas. Há então um enorme prejuízo para as comunidades ribeirinhas e as que dependem da pesca, e ainda o desequilíbrio dos ecossistemas. Para mais, a contaminação de praias as tornam menos atrativas para o turismo, impactando uma importante atividade econômica de nosso país.
Vemos, portanto, que é urgente investir na ampliação da rede de saneamento básico brasileira visto que a situação atual gera problemas econômicos, de saúde pública e ambientais. Cabe então ao Governo Federal destinar verbas às unidades federativas e aos municípios para que estes, junto as companhias de saneamento, aprimorem a rede e garantam que a população tenha acesso à água e esgoto tratados.