Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 09/04/2023

A Agenda 2030 é um plano desenvolvido pela ONU, de enfoque ambiental, social e político, e todos os países envolvidos, caso do Brasil, comprometeram-se a implementação. O que se percebe, todavia, é que tal proposta, no que se refere às questões da saúde e do social, mais especificamente às condições sanitárias, está distante de ser aplicada, tendo em vista que desafios, como baixos investimentos estatais e a falta de mobilização, são sérios entraves. Nesse sentido, é necessário ações que universalizem o saneamento básico ao longo do território nacional.

A partir dessa perspectiva, é notável que a falta ou precariedade de saneamento básico brasileiro é observado nos investimentos insuficientes por parte do Estado. Desse modo, John Locke afirma que todo homem tem o direito natural à vida, sendo dever do Estado essa garantia. Sob tal ótica, tal sentença é contrariada no Brasil, visto que a insuficiência estatal é observada no que tange à falta de verbas para a melhoria das condições sanitárias, essenciais no combate a propagação de várias enfermidades, como a hepatite, a leptospirose, a esquistosomose, dentre outras, acarretando, assim, na precária garantia da vida dos cidadãos. Assim, é extremamente importante um maior comprometimento do Brasil com a Agenda 2030, para haver uma melhora na qualidade de vida dos brasileiros.

Ademais, a falta de mobilização social em prol do combate a esses desafios para manter boas condições sanitárias no Brasil configura-se um problema. Dessa forma, o filósofo Zygmunt Bauman afirma que a modernidade é a época na qual o individualismo passa a ser o centro da existência humana. Sob essa ótica, grande parte da população, mais preocupada com sua vida pessoal, ignora a existência do problema coletivo, o descaso do Estado com o saneamento básico, uma vez que não há mobilizações sociais que pressionem o governo a aumentar seus investimentos a fim de melhorar as condições sanitárias do país, por conta do carácter individualista do Brasil Hodierno. Logo, a falta de pressão popular mantém o problema ao longo dos anos.