Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 25/06/2023
Na obra ‘‘A Urbanização Desigual’’, o autor e geógrafo Milton Santos, demonstra a crescente urbanização como ápice da desigualdade existente, tornando os países subdesenvolvidos reféns dos blocos desenvolvidos. Com efeito, sem desconsiderar o efeito da obra, torna-se evidente que o Brasil atual enfrenta grandes desafios com a melhoria do saneamento básico urbano, consequências do mundo capitalista e da omissão estatal.
Diante dessa análise, é lícito postular os efeitos do capitalismo na sociedade moderna. Segundo o filósofo Karl Marx ‘‘O acúmulo de capital em países desenvolvidos, influência na inexistência de melhorias de vida para os subdesenvolvidos’’. Nessa ótica, Karl e Milton convergem em postular que o sistema econômico contemporâneo torna, de maneira cíclica, a desigualdade para as próximas gerações, em que garante a falta de itens básicos para a sobrevivência humana, como o saneamento básico. Dessa forma, urge a necessidade de uma reeducação nacionalista, uma vez que intensifica a problemática.
Outrossim, o agravante da negligência governamental impulsiona os fatos supracitados. Nesse sentindo, a Constituição Brasileira de 1988- É garantindo a todos os cidadãos água tratada, saneamento básico…-, mostra-se que é constitucional à existência de leis para haver o bem-estar nacional. A essa prerrogativa, os dados do jornal G1, de 2017, afirma que em 2016 a quantidade de esgoto tratado no Brasil não chegava à 40%, evidenciando uma omissão do poder legislativo em cumprir seu papel social, contrariando as leis vigentes e a democracia. Desse modo, é evidente que a irregularidade do Estado intensifica o agravante, já que não propõe melhorias.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação-órgão responsável pela grade curricular- em parceria com as mídias, por meio de políticas públicas, devem criar, junto com os jovens aprendizes, oficinas e projetos que visam propor alternativas e obras para o acesso igualitário do saneamento básico em todo o país, administrando os meios urbanos e rurais. Tais ações, devem garantir um sistema democrático em que os órgãos governamentais se preocupam com a garantia da legislação.