Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 31/10/2023

No início do século 20, o sanitarista Oswaldo Cruz promoveu uma reforma urbana sanitária no Rio de Janeiro, uma vez que a população despejava nas ruas todos os tipos de lixos, o que poluía, causa- va enchentes e proliferava doenças na sociedade. Paralelamente, há desafios a serem enfrentados para melhorar o saneamento básico no Brasil, como o absenteísmo do governo, bem como a falta de solicitude da população para melhorar esse cenário.

A princípio, a neutralidade do Estado diante de um quadro de falta de saneamento básico em mui-tas cidades, faz com que esse cenário permaneça. Partindo desse pressuposto, o supracitado pode destinar mais recursos para as cidades que encontram-se na posição mais alarmante. Sob esse âm-bito, o pensamento do filósofo Aristóteles pode retificar esse quadro, o qual disse que é dever do Estado garantir o bem comum, para que todos desfrutem dos seus direitos. Nesse sentido, esse fa-to mencionado contraria o artigo sexto da Constituição de 1988, o qual diz que a saúde é um direito dos cidadãos, o que torna o Estado um responsável direto na causa desse problema.

Outrossim, uma grande parte da população não contribui para a transformação desse quadro, da-do que muitas pessoas poluem os rios, as ruas, os esgotos, como acontecia no Rio de Janeiro. Nesse sentido, bons modos contribuem para um local limpo e protegido de doenças. Dessa maneira, o pensamento do filósofo Immanuel Kant pode retificar esse problema, o qual disse que o ser huma-no deve agir de tal forma que suas ações se tornem universais. Partindo desse presuposto, ainda que o governo intervenha, se a população não cooperar na limpeza, esse desafio não será mitigado e as cidadas continuarão sem saneamento básico adequado.

Portanto, nota-se que é necessário uma atuação do Estado junto com a população. Em vista disso, é dever do Poder Executivo das cidades destinar mais recursos para a secretaria de obras, por meio de verbas que sejam utilizadas nas situações mais precárias, a fim de proporcionar aos cidadãos uma melhor qualidade de vida. Ademais, é necessário que a população promova reuniões comuni-tárias, que instrua a todos a fazerem a sua parte na limpeza da cidade, de modo que não se repita o que aconteceu com a população do Rio de Janeiro no início do século 20.