Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 21/10/2024

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos brasileiros possuem o direito à saúde. No entanto, o que se o observa é o aumento de indivíduos sem acesso ao saneamento básico. Nesse sentido, torna-se fundamental a discussão sobre esse assunto, uma vez que essa alarmante situação se deve à negligência governamental e à falta de influência midiática.

Primeiramente, pode-se destacar a ineficiência estatal como dificultador do problema. Com isso, sob a perspectiva filoósica de São Tomás de Aquino, todos os habitantes de uma sociedade democrática devem possuir a mesma importância. Contudo, é evidente a não concretização da visão de Aquino, visto que pesquisa realizada pelo G1 aponta que o Estado investe somente 1% da verba disponível em limpeza urbana e manutenções de esgotos sanitários em bairros carentes. Logo, é notório o enorme desprezo e descaso público perante a população pertecente às áreas mais pobres que, cotianamente, vive com o desamparo governamental e, consequentemente, é privada de usufruir de seu direito constitucional.

Ademais, há a questão de carência de intervenção midiática, a qual atrasa significativamente a solução do tema. Dessa maneira, segundo estudo realizado pela CNN Brasil, apenas 3% dos meios de comunicação buscam alternativas para retratar e informar sobre os desafios para melhoria do acesso aos serviços sanitários brasileiro, seja por meio de reportagens ou de documentários. Assim, devido à insuficiência de informações, inúmeras pessoas são impedidas de compreender a gravidade do problema e, por conseguinte, de auxiliar no combate desse preocupante cenário.

Portanto, é de extrema necessidade a criação de medidas capazes de assegurar a resolução desse quadro. Para tanto, é dever da mídia, com o apoio do Ministério da Saúde, a criação de campanhas educativas por meio da televisão e das redes sociais, como por exemplo a transmissão de reportagens que mostrem o sofrimento diário dos moradores das regiões carentes e os malefícios tanto da falta de tratamento de esgotos, quanto pela não disponibilização de coleta de lixo, tendo como finalidade a democratização dos serviços sanitários no país. Desse modo, será possível o pleno cumprimento da Constituição Cidadã.