Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 09/06/2025
No Livro “Jogos Vorazes” de Suzane Collins, a sociedade é dividida entre Capital e mais 11 distritos, dos quais apenas a Capital - por ser a parte mais abonada do Estado - tinha acesso a recursos básicos como Saneamento. Esse cenário ultrapassa a ficção, já que (tristemente), parte considerável da população brasileira não tem acesso a saneamento básico, sobretudo a parcela mais pobre do país. A situação permanece sem mudanças eficientes em função da má distribuição de recursos e falta de políticas públicas assertivas.
Em primeira instância, é inegável a associação entre a desigualdade social e a distribuição de saneamento básico. Dados do Censo Demográfico de 2022 mostram que as regiões mais necessitadas financeiramente( Norte e Nordeste) são menos atendidas pela coleta de lixo, tratamento do esgoto, entre outros, caso comparadas as regiões mais ricas. Desse modo fica evidente: as áreas menos atendidas tem menor renda, pois muitas vezes a população desses locais tem menor voz em uma sociedade Capitalista, a qual gira em torno do dinheiro.
Outrossim, vale ressaltar que a negligência do Estado aumenta a injusta disposição da Infraestrutura sanitária. Visto que mesmo sendo um Direito constitucional, muitas vezes o saneamento é tratado como item de luxo. No Brasil, conforme o IBGE, 49 milhões de cidadãos não tem acesso a essa “iguaria”, além disso, a situação tende a piorar, pois o orçamento irá diminuir quarenta porcento em 2025, segundo o Ministério da fazenda. Isso apenas piorará uma situação já grave e demonstrará a falta de ações para uma mudança.
Portanto, é imprescindível uma mudança no cenário. Para isso é necessário que
a Secretaria Nacional de Saneamento, em conjunto com o Ministério da Saúde(responsável pela saúde pública no Brasil) angariem fundos, por meio de campanhas feitas junto a ONGs, e os distribuam para as empresas de saneamento com menos condições financeiras, de modo que se atinja a equidade sanitária entre as regiões da nação. Isso melhorará a vida e a saúde de milhões de indivíduos e não permitirá que situações como a do livro “Jogos Vorazes” sejam um retrato do país.