Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 10/05/2026
O filme “Extraordinário” retrata a trajetória de Auggie, um garoto que nasceu com uma síndrome rara que lhe causou múltiplas deformidades faciais. Ao longo da narrativa, ele enfrenta olhares, comentários e atitudes que revelam como o diferente é frequentemente marginalizado. Fora da ficção, essa história reflete uma realidade dolorosa e cotidiana: milhões de brasileiros com deficiência sofrem barreiras impostas pelo capacitismo. Nesse contexto, é fundamental evidenciar como o preconceito estrutural e a exclusão social das Pessoas com Deficiência (PcDs) agravam o problema no mundo contemporâneo.
Diante desse cenário, é importante destacar a desigualdade institucionalizada. A esse respeito, a Lei brasileira de Inclusão garante os direitos e define o capacitismo como crime. No entanto, sob esse viés, a sociedade ainda retrata as PcDs como incapazes, e não como sujeito de direitos. Consequentemente, o capacitismo torna-se estrutural, mesmo existindo uma lei que assegura direitos, a realidade parece não saber o que fazer com ela. Desse modo, torna-se urgente que as leis sejam cumpridas na íntegra.
Além disso, é imperioso evidenciar o isolamento social de PcDs. Nessa lógica, o filme ”Como eu era antes de você”, apresenta um jovem cheio de vida que sofre um acidente que o torna tetraplégico passando a viver isolado e depressivo. Sob essa perspectiva, a construção é profundamente capacitista, pois parte do pressuposto que uma vida com deficiência severa é necessariamente uma existência sem sentido, prazer ou dignidade. Por conseguinte, isso resulta no agravamento de casos de depressão e até levando ao suicídio. Dessa maneira, a produção cinematográfica contribui para perpetuar a ideia de que essas pessoas são menos capazes de ser felizes.
Portanto, medidas são necessárias para notabilizar a discriminação por deficientes. Para isso, cabe a secretaria nacional dos Direitos das PcDs, órgão responsável pelo bem-estar social, implementar as leis existentes contra o capacitismo, por meio de sanções e penalidades, a fim de garantir o cumprimento das normas e a inclusão social. Somente assim, a condição de Auggie não será realidade na contemporaneidade.