Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 23/12/2020

No filme " O Extraordinário", o protagonista Auggie Pullman tem uma deformidade facial, conhecida como síndrome de Treacher Collíns. Durante a narrativa, o autor aborda o preconceito e dificuldade que o jovem enfrenta ao se ingressar na escola e aborda o capacitismo presente no convívio com seus professores e amigos. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros não está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que a subestimação do deficiente é uma prática comum no Brasil. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela falta de empatia e pela definição de padrões estéticos em terras tupiniquins.

Em primeiro plano, nota-se que ao longo da história a deficiência foi vista como algo que deveria ser excluído. Durante a Idade média, crianças recém-nascidas frágeis ou com alguma deficiência eram jogadas do alto do monte Taigeto a mais de 2.400 metros de altura por não estarem dentro do padrão visto como adequado. Nesse viés, a civilização romana preconizava a perfeição e estética corporal , as anomalias humanas eram vistas como monstruosidade e tais características ainda perpetuam no cenário hodierno.

Além disso, destaca-se que o capacitismo se tornou consequência de uma sociedade padronizora de corpos. Por influência do Romantismo, período artístico e literário do século XVIII, o culto aos corpos ideais definia pessoas típicas e segregava quem não estivesse de acordo com as normas do período romântico. Isso porque, historicamente, os governos não as tratam como prioridade o que as condena, muitas vezes a continuarem à mercê do preconceito. como visto no filme de Auggie.

Portanto, o capacitismo é um tipo de estigma em relação aos deficientes, fruto de uma sociedade ainda pouco preparafa para a inclusão social. Assi, veículos midiáticos, através de uma parceria com o Governo federal, devem promover campanhas que enfatizem a importância da inclusão e acessibilidade aos deficientes. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado em propagandas e nas redes sociais, com o intuíto de estimular a sociedade no convívio com essa parcela humana e gerar assim,  equiparidade entre todos. Desse modo, exemplos como o do filme " O Extraordinário “, serão menos frequentes e vistos no Brasil.