Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Organização Nacional dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao respeito e ao bem-estar. Entretanto, os desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil torna-se um empecilho na sociedade. Nesse sentido, não só a falta de legislação, mas também o preconceito enraizado dificulta o desenvolvimento da República Federativa do Brasil.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de legislação é uma problemática enfrentada por essa comunidade. Segundo o filósofo Norberto Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e á consideração por parte do Estado. Nessa lógica, é notório que os portadores de deficiências não recebem á devida visibilidade por parte do governo, deixando evidente que essa parte da população por serem considerados vulneráveis, acaba sendo vítimas de diversos preconceitos por não se enquadrarem no padrão imposto pela sociedade, dessa forma deixando evidente que pela falta de legislações em prol desses indivíduos, outros se sentem no direito de cometerem crimes e injurias por saberem da existência de uma legislação fraca. Tal questão é inaceitável e atrapalha a isonomia do país.
Ademais, o preconceito enraizado é um problema enfrentado pela nação. Segundo Rousseau, o homem é determinado pelo meio em que vive. De acordo com o IBGE, 24% dos brasileiros possuem algum tipo de deficiência e apenas 1% estão empregados. Desse modo, é imperceptível que a as empresas e a população em geral tem o pensamento de que esses cidadãos por terem uma determinada deficiência estão inaptos para realizarem um serviço. Além disso, os salários são baixos e essas pessoas são vítimas de bullying no ambiente de trabalho, visto que são considerados diferentes. Em vista disso, é necessário que medidas sejam tomadas.
Portanto, medidas públicas são necessárias. Diante dos fatos apresentados, é necessário que o Governo crie legislações, onde indivíduos que cometerem qualquer ato que prejudique um portador de deficiência devem pagar uma indenização e prestar serviços comunitários. E, além disso, o Estado deve criar campanhas sociais e educacionais. Isso deverá ocorrer através de palestras que relatem sobre a importância da união, voltadas para a inclusiva notoriedade desses cidadãos com a finalidade de haver uma medida conjunta entre sociedade e escola para que haja uma harmonia efetiva de inserção desses deficientes. Assim se criar uma pátria democrática e igualitária.