Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 02/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, ratifica em seu artigo 5° que todo cidadão brasileiro é igual perante a lei. Entretanto, nota-se que tal afirmação não tem se reverberado com destaque na prática quando se observam os desafios para combater o capacitismo no Brasil, o que dificulta, desse modo, a inclusão social dessa parcela da população. Diante dessa perspectiva, torna-se relevante debater dois tópicos: os preconceitos por parte da sociedade e a negligência estatal. Logo, é necessário analisar como mitigar esses impasses em questão.
Em primeira análise, vale destacar como os preconceitos por parte da sociedade distanciam o combate do capacitismo em questão no Brasil. De forma semelhante, no livro “Capitães da Areia” - escrito pelo brilhante autor baiano Jorge Amado - o personagem “Sem Pernas”, deficiente físico, sofre por constantes xingamentos e apelidos pejorativos proferidos por colegas moradores de rua. Em paralelo a isso, tal entrave ocorre devido as dificuldades dos cidadãos compreenderem que essa parcela da população necessita de inclusão, que é motivada, principalmente, pelo egoismo excessivo e pela falta de compaixão pelo próximo. Sendo assim, medidas eficazes devem tomadas.
Além disso, é fundamental apontar a negligência estatal como desafio para combater o capacitismo no Brasil. A esse respeito, o sociólogo e escritor polonês Zygmunt Bauman elabora o conceito de “Instituição Zumbi”. No qual, um órgão público é responsável por exercer determinada função social, porém não a cumpre. Esse nefasto cenário evidencia que a ausência de campanhas publicitárias que convençam os cidadãos a serem mais empáticos - provocada pelo uso irresponsável do dinheiro público - e a insuficiência de leis efetivas, consoante ao website “Direitonet”, permitem a continuidade desse empecilho. Portanto, é inadmissível que esse panorama continue a persistir.
Em síntese, urge que os desafios para combater o capacitismo em questão no Brasil devem ser tratados com mais eficácia. Para isso, o imprescindível que o Governo Federal (GF), em conjunto com o Ministério da Cidadania (MC), promova um ciclo de reuniões e campanhas educativas sobre a necessidade da inclusão de indivíduos com limitações físicas na sociedade - com a participação de atletas paraolimpicos e artistas renomados - via investimentos fiscais, a fim de assegurar que tais pessoas sejam mais respeitadas e que tenham mais oportunidades. Desse forma, esse problema será reduzido gradativamente.