Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/12/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra”. Esse trecho, do poeta Carlos Drummond de Andrade, conota a existência de um empecilho que impede a continuação de um percurso. Analogamente, no Brasil hodierno, é fato que, símile à pedra de Drummond, a falta de conscientização dificulta o progresso da sociedade, porquanto julgando os portadores de deficiência. Sob esse prisma, a fim de explanar o principal rastilho desse revés, faz-se mister a análise do preconceito nas escolas e de suas respectivas consequências.

A princípio, o preconceito nas escolas corrobora diversos sentidos prejudicial ao indivíduo. Conforme o filósofo Thomas Hobbes, “o homem é lobo do próprio homem". Todavia, é indubitável que a realidade brasileira vai de encontro ao propósito supracitado, haja vista que indivíduos com deficiência sofrem preconceito pelo fato de não possuir a mesma aparência ou forma de raciocinar igual aos demais. Dessa forma, sendo motivo de risos dos demais estudantes e sofrendo exclusão pelo fato de não se enquadrar as normas estabelecidas pelos grupinhos. Dessa maneira, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.

Por conseguinte, reflexos adversos da problemática são nítidos na sociedade. Nesse contexto, a principio, destaca-se exclusão aos demais portadores, pelo fato de sentirem que não pode ser acrescentados na sociedade em virtude da sua deficiência. Outrossim, vê-se, também, que a discriminação é um dos grandes fatores, visto que, muitos não possui igualdade ao entrar em escolas ou universidades, prejudicando assim, o seu intelecto e seu relacionamento com a população. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Diante do exposto, a fim de remover essa “pedra” do Brasil, é imperiosa uma intervenção. Para isso, cabe ao Estado – maior interventor das ações públicas da União -, por via de subsídios, fomentar uma igualdade em unidades públicas e privadas. Isso será feito de modo que o Estado, juntamente com o MEC, fiscalize e enquadre todos os portadores de deficiências adequados nas escolas e universidades, Além disso, ocasionar punição aos agressores e multa que os responsáveis deverá arcar conforme a gravidade para a família das vítimas, com o fito de, assim, diminuir o preconceito e enquadras todos com deficiência nas instituições de ensino público e privado no Brasil.