Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 24/12/2020

Fernando Fernandes, atleta paralímpico brasileiro, aparece constantemente nas mídias brasileiras como exemplo de ser humano que, apesar das adversidades, não se conforma com o básico em vista de novos desafios. Entretanto, mesmo que essa referência nacional tenha realizado grandes feitos, o capacitismo ainda é um desafio vigente cotidianamente, posto que uma parcela da população ainda costuma julgar as pessoas conforme a corponormatividade. Além disso, convém destacar a falta de empreendimentos satisfatórios como fator para a consolidação do problema supracitado.

Primeiramente, vale salientar o período colonial no qual as pessoas, antes de serem escravizadas, passavam por uma avaliação de aptidão física e diversas tradições indígenas que tiravam a vida de crianças portadores de alguma deficiência. Esse fato influenciou intrinsecamente na patriarcal cultura verde amarela, a qual é caracterizada por um preconceito enraizado que promove julgamentos precipitados marcados pela visão errônea de que as pessoas com deficiência são seres inferiores ou incapazes de realizarem determinadas ações, o que configura um ato retrógrado e imoral ao desenvolvimento ético da nação. Desse modo, nota-se que essa discriminação provoca o medo das pessoas afetadas em se expressarem, proporcionando, infelizmente, a restrinção do seu contato com a comunidade e, até mesmo, o trágico aumento de indivíduos com doenças psicológicas.

Em segundo plano, cabe ressaltar que a ausência de políticas de incentivo efetivas têm, consideravelmente, um efeito negativo no combate ao capacitismo em questão no Brasil, uma vez que a negligência populacional afasta bons investimentos a esse grupo social por não conceder retornos suficientemente almejados. Tal fundamento é inteiramente perceptível na diferença de benefícios econômicos entre os brasileiros participantes das olimpíadas e os das paraolimpíadas, sendo que estes majoritariamente não apresentam posições de destaques. Diante disso, evidencia-se que as tendências capitalistas, focadas no alto lucro, tornam esses indíviduos reféns de uma triste realidade, na qual estarão impossibilitados de conviver em um ambiente harmônico e acolhedor.

Depreende-se, portanto, a urgência do combate ao capacitismo. Sendo assim, as escolas devem promover aos alunos e responsáveis,através de palestras e aulas lúdicas, orientações a respeito da necessidade da valorização da diversidade humana, a fim de que toda a comunidade obtenha cons- ciência do quão importante é a percepção de igualitarismo e valorização dos portadores de deficiência. Essa medida será concretizada a partir de atividades que simulem o cotidiano deles, como bocha adap- tada. Ademais, faz-se imperativo o apoio familiar em exigir investimentos fixos às pessoas negligencia- das, para que, assim, outras pessoas possam ter o mesmo reconhecimento que Fernando Fernandes.