Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, a falta de capacitismo no Brasil dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.

Inicialmente, é notável que a negligência estatal é fator determinante para a continuidade da problemática. Nesse sentido, a Constituição federal de 1988 prevê direito à igualdade perante todos os cidadãos, mas a falta capacitismo na sociedade fere a legislação e demonstra o descaso com os demais habitantes que sofrem com as suas deficiências, uma vez que todos são iguais perante a lei mas esses cidadãos não conseguem gozar desse direito por falta de segurança e acessibilidade.

Outrossim, a falta de conscientização popular também é impulsionador do embate. Nesse sentido, o filósosfo exitencialista Jean-Paul Sartre, discorre em suas obras que o homem é condenado a ser livre e por isso é responsável por todos os seus atos. Dessa forma, a sociedade que não busca saber da situação do seu país em relação ao capacitismo é conivente com a atual situação. Tudo isso retarda a resolução do imbróglio e agrava esse quadro deletério.

Infere-se portanto, que medidas são necessárias para o combate ao capacitismo no Brasil. Assim, o Ministério da Justiça deve promover modificações na legislação, com o intuito de punir aqueles que praticam tais atos, por meio de serviço comunitário e reclusão, além disso o Ministério da Educação deve promover reformas na BNCC para combater o desenvolvimento do embate por meio de adequação no ambiente escolar e inclusão dos deficientes, a fim de desde a infância as pessoas serem incluídas e tratadas igualmente na sociedade. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.