Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/12/2020
Durante a Alemanha nazista, Adolf Hitler estabeleceu a eugenia racial e com isso o processo de esterilização de todas as pessoas que possuiam determinadas condições tidas como congênitas. Nesse sentido, é evidente que a deficiência ao longo da história foi vista como algo que deveria ser excluído, o que prevalece hodiernamente, assim, o capacitismo no Brasil mostra-se como uma cruel prática com raízes históricas e sociais. Dessa forma, uma das principais causas desse comportamento é a ideia de um padrão de indivíduos, o qual gera estigma e caso constestado rejeição. Nesse viés, a sociedade civil e o poder público devem discutir formas de atenuar a problemática.
Em primeiro plano, é necessário destacar que existem nas sociedades padrões instituídos e corpos ideais os quais definem pessoas típicas. A vista disso, na Grégia Antiga a perfeição estética, corporal e intelectual eram requisitos apreciados e o homem era valorado pela sua capacidade de servir a polis. Consoante a isso, corpo forte, com todos os membros, que vê, ouve e fala bem são ditos como corpos “normais” na contemporaneidade e a sua serventia está ligada diretamente com sua capacidade de produção, com isso, 24% da população brasileira que se intitula pessoa com deficiência de acordo com o Censo são, muitas vezes, excluídas por suas diferenças ao ínves de serem incluídas. Sendo assim, não é razoável que a sociedade mantenha posturas discriminatórias.
De outra parte, a fuga do corpo denominado ‘’normal’’ reflete na subestimação da aptidão e capacidade das pessoas em virtude de suas deficiências. Segundo dados do Ministério do Trabalho, apenas 1% das pessoas portadoras de deficiência (PCD’s) estão inseridas no mercado de trabalho. De certo, ocorre que os postos de trabalho são planejados de acordo com as habilidades dos empregados e não revisitados por suas deficiências, negando qualquer possibilidade de ver a pessoa com deficiência como igual. Além disso, a superestimação também é um desdobramento do capacitismo, espera-se que os PCD’s superem suas deficiências criando assim um especialismo para motivar essas pessoas a se imaginarem como super-hérois e exemplos a serem seguidos.
Portanto, para que os desafios do capacitismo em questão do Brasil sejam superados, o Ministério da Cidadania deve criar campanhas informativas para aumentar as oportunidades e visibilidade das pessoas com deficiência. Isso deve se feito por meio da exibição de propagandas nos veículos midíaticos de maior alcance realizadas por PCD’S que mostrarão de forma objteiva e detalhada a necessidade de se desconstruir preconceitos e estigmas limitadores em relação a pessoa atípica e o fim de sua discriminação. Logo, haverá o aumento desse grupo no mercado de trabalho e a formação de uma sociedade mais plural, respeitosa e que não busque a eugenia como no passado.