Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 25/12/2020

O capacitismo se caracteriza por ser uma forma de discriminação contra pessoas com deficiência, colocando-as em um patamar de desigualdade. Nesse plano, analisa-se que o combate a essa prática apresenta-se como um desafio pela existência de dois fatores principais: a inobservância estatal e a estigmatização das deformidades por parte da população. Posto isso, tal problemática é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento.

Nesse viés, o Estado é inobservante por não efetivar, com plenitude, a Lei Brasileira de Inclusão mediante Estatuto da Pessoa com Deficiência. Em vista disso, é lamentável que não existam projetos ampliados que visem adaptar as diferenças do grupo em destaque, visto que, apesar desses terem direitos, não experimentam a equidade e a devida atenção pública para que possam exercer atividades sociais como, por exemplo, trabalhar, sem ser denotado como incapaz. Dessa forma, a pouca atuação estatal alimenta a ideia de incapacidade das diferenças e reflete isso no pensamento discriminante da sociedade, o que é confirmado por John Lock que afirma a funcionalidade do Estado como um exemplo para a população. Logo, deve-se ativar a efetividade governamental.

Além disso, as diferenças anatômicas são estigmatizadas pela sociedade como defeitos que devem ser excluídos. Nesse sentido, ao apontar o indivíduo deficiente como inabilitado, diversas oportunidades são excluídas dele como, por exemplo, vagas de empregos, colocando-o em uma situação de inferioridade. Nessa perspectiva, surge, como agravante desse cenário, a eugenia, que se trata de um movimento que deseja produzir gerações humanas sem a existência das características que fogem do padrão metabólico comum. Com isso, infelizmente, corrobora-se para a continuação do problema porque o direito á vida, assegurado pela Constituição Federal, é fragilizado de maneira a permitir a continuidade do capacitismo. Assim, torna-se crucial combater a estigmatização em destaque.

Portanto, diante da análise dos dois fatores que dificultam o combate ao problema, devem-se formular medidas interventivas. Sob essa ótica, o Estatuto da Pessoa com Deficiência tem que contratar pessoas, por meio de concursos públicos que, por sua vez, sejam possibilitados durante a visão orçamentária, para que seja possível efetivar a ampliação da Lei da Inclusão. Nessa perspectiva, a ação será efetivada com uma série de reuniões dos contratados que deverão criar um setor público que estimule o grupo social em destaque, por meio de atividades práticas laborais e, então, os resultados serão publicados na mídia a fim de quebrar a estigmatização do deficiente como incapaz. Sendo assim, corroborar para o bem estar social.