Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/12/2020
De acordo com o escritor inglês Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação. Entretanto, a sociedade brasileira encontra-se em situação preocupante em relação ao capacitismo social, no qual um determinado grupo de indivíduos são subestimados as suas capacidades, habilidades e aptidões de pessoas pela existência de suas deficiências. Dessa forma, essa problemática persiste na realidade do país, seja pela negligência do Poder Público, seja pela presunção aos deficiêntes.
Hodiernamente, o corpo político é a principal forma de exerce seus direitos.Ademais, de acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. De maneira análoga, é possível perceber que o Poder Público viola esse direito, principalmente, no que se refere a participação de indivíduos deficientes na sociedade, tendo em vista que o esquecimento por parte dos orgãos públicos a essa parcela da população faz com que haja menos condições de igualdade, surgimento de doenças, a exemplo da depressão e a própria opressão estrutural. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreiras em prol do aumento da capacitação de deficientes em meios públicos e privados.
Outrossim, destaca-se a presunção aos deficientes como impulsionador do problema. Nesse sentido, segundo o sociólogo francês Emilie Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprende a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e condições de que depende. Diante de tal contexto, ressalva-se que a existência da discriminação contra os deficientes é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva, pois a sociedade deduz por conta da deficiência de uma pessoa a sua incapacidade de conduzir qualquer atividade cotidiana. Desse modo, infere-se que a incapacidade associada aos deficientes tem raízes históricas, a exemplo dos espartanos e do determinismo biológico, que acarreta a falta de ações coletiva de inclusão social.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Portanto,cabe ao Governo Federal - responsável por disponibilizar melhorias ao modo de vida em sociedade - investir em mecanismo prol reformista com mudanças na estruturais sociais, por meio da criação de projetos contratuais inovadores com objetivo de oferecer novas vagas para os indivíduos especialistas em acessibilidade, com parceria de agente públicos e impresas privadas, a fim de amenizar essa mazela.Além disso, o Estado deve utilizar os meios midiáticos para informar os cidadãos a respeito do codidiano de uma deficiência, com objetivo de desconstruir a imagem de indivíduos fracos ou doente,mas construir uma pessoa capacitada a tudo, para que atitudes de preconceitos seja rompidas.