Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 26/12/2020
A educação básica - educação infantil, ensino fundamental e ensino médio - é essencial para o desenvolvimento pessoal e profissional de um indivíduo. No entanto, no que tange à qualidade de ensino para o estudante com deficiência, o sistema educacional brasileiro apresenta problemas. Dentre esses, cabe destacar a falta de inclusão de pessoas com deficiência e, consequentemente, a influência negativa como fatores que se apresentam como desafios para o combate ao capacitismo no Brasil.
Em primeira análise, pode-se dizer que uma reestruturação didática inclusiva às pessoas com deficiência é necessária para a solução do quadro. Hodiernamente, diversas unidades educacionais não apresentam profissionais capacitados para desconstruir a ideia equivocada de que pessoas com deficiência são incapazes de realizar tarefas e funções cotidianas. Em congruência ao pensamento do filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, pode-se dizer que a ausência de conteúdo educativo e inclusivo sobre o assunto abordado é um problema, visto que o estudante deixa de ter conhecimento e permanece praticando o capacitismo.
Em segunda análise, convém ressaltar que a prática constante do capacitismo influencia a população. Segundo Daniel Kahneman, autor do livro “Rápido e Devagar: duas formas de pensar”, o feito priming é um fenômeno no qual o comportamento e as escolhas de um indivíduo sofrem alterações conforme a abordagem e a primeira informação obtida. Nessa lógica, sem instrução, a população pode ser influenciada por tais ideologias e comportamentos errôneos. Desse modo, é evidente a necessidade de adaptações na educação do Brasil.
Diante de tal contexto, faz-se mister salientar a importância de garantir educação de qualidade para todos os cidadãos. Assim sendo, o Ministério da Educação (MEC) deve informar à população sobre o que é o capacitismo e seus impactos, por meio da elaboração de cursos obrigatórios aos professores, nos quais contenham orientações sobre como agir e como efetuar mudanças nesse cenário, a fim de amenizar a prática do capacitismo nas escolas e nos demais círculos socias. Além disso, cabe a realização anual de palestras educativas para os alunos acerca do assunto em pauta. Dessa forma, será possível iniciar um processo de reformulação dos métodos de ensino a favor da inclusão de pessoas com deficiência.