Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/12/2020
Durante a formação histórica e populacional, as sociedades antigas eram compostas por indivíduos aptos as adversidades e os que apresentavam alguma dificuldade locomotiva ou psicológica eram rejeitados do grupo. Nos dias atuais, o maior evento esportivo para pessoas com limitações física, os jogos paraolímpicos, transmite uma nova perspectiva de inclusão social, porém, ainda, representa uma baixa adesão social. Dessa forma, a mínima adesão é resultado do preconceito oriundo do comportamento humano e da ineficiência da gestão pública em combater esse cenário de capacitismo.
Em primeira análise, o sociólogo Carlos Tavares em entrevista à revista Veja, relatou que as antigas seleções naturais colaboraram para a segregação e exclusão dos indivíduos com deficiência na sociedade antiga, mas com avanço da medicina essa realidade vem mudando aos poucos. Mediante esse relato, o desenvolvimento da medicina auxilia no prolongamento e melhoria da qualidade de vida desses cidadãos, entretanto o preconceito social enraizado prejudica esse processo de inclusão na sociedade. Logo, a mitigação dessa mentalidade retrógrada é primordial para combater o capacitismo presente nas relações sociais que infiltram no comportamento humano.
Em segunda análise, cerca de 25% da população apresenta algum exemplo de deficiência e apenas 1% desse grupo está inserido no mercado de trabalho, conforme os dados do Ministério da Cidadania. Dessa forma, é notória a ineficiência da gestão pública em promover a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, sendo o resultado da negligência do Estado na falta de projetos sociais que profissionalize os indivíduos. Com isso, a realidade brasileira torna-se idealizada por não atuar de forma ativas nos problemas socias existentes e dificultando na transformação da verdadeira realidade que deve ser combatida para melhorar as condições sociais.
Portanto, frente a esse lamentável cenário de capacitismo é urgente ações públicas e sociais para reverter o momento atual. Cabe ao Estado promover incentivos fiscais às empresas que aderirem as vagas destinadas as pessoas com deficiência, por meio de programas público e privado que contribuirá na geração de emprego e o aumento da qualificação dos trabalhadores. Sendo essa parceria focalizada na ampliação de oportunidades aos indivíduos com limitação física e psicológicas. Isso vai ser feito, a fim de garantir melhores condições para combater o capacitismo e reverter o comportamento social retrógado que atinge uma grande parcela social, assim, resultando na equidade social para todos os brasileiros dispostos a contribuírem para uma sociedade harmônica.