Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/12/2020
O filósofo Aristóteles acreditava que o homem é um ser social e a vida em sociedade seria fundamental para a sua formação pessoal. Todavia, no Brasil contemporâneo, práticas capacitistas excluem a população com algum tipo de deficiência do convívio popular e a inexistência de uma educação conscientizadora e a banalização do problema são exemplos de desafios para o combate dessas práticas. Com isso, faz-se necessário intervenções a fim de garantir o bem-estar para toda nação.
Em primeiro plano, a estrutura da educação brasileira se preocupa apenas com ensinar as matérias e deixa de lado a conscientização dos estudantes a respeito de problemáticas contemporâneas. Nesse sentido, Imannuel Kant formulou a teoria de que o homem não é nada além do que a educação faz dele. Dessa maneira, a falta de uma rede educacional eficaz que conscientize os cidadãos é um impasse para o combate ao capacitismo no Brasil.
Em segundo plano, grande parte da população banaliza práticas capacitistas, mesmo que prejudique o bem-estar de muitos brasileiros. Sob esse prisma, a socióloga Hannah Arendt formulou a teoria de banalização do mal, a qual é usada para descrever uma sociedade tão acostumada com a crueldade que essa se torna comum. Ademais, essa situação é ainda mais intolerável no Brasil, visto que é um país o qual possui uma Constituição que garante o bem-estar a todos os cidadãos.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação-órgão governamental responsável por zelar pela educação do país-invista na mudança da estrutura educacional por meio da implementação de aulas sobre problemáticas atuais a fim de promover uma conscientização ente os jovens. Além disso, é fundamental que o governo e a mídia trabalhe em campanhas informativas sobre o capacitismo para que a população compreenda a gravidade do problema. Com essas ações em prática, será possível combater práticas capacitistas no país e garantir a formação pessoal plena a toda nação brasileira.