Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 24/12/2020
No filme “O Homem Elefante” - baseado em fatos reais e publicado em 1980 -, o protagonista sofre de uma doença genética que alterou sua aparência, com isso ele, infelizmente, foi usado como atração nos “circos dos horrores”. Nessa perspectiva, é notório que houve um extremo desrespeito com uma pessoa, contexto que se assemelha a questão do capacitismo no Brasil, fato que implica infelizes desafios para o combate. Assim, convém debater dois tópicos: a falta de inclusão familiar e acessibilidade. Por conta disso, medidas interventivas devem ser aplicadas a fim de promover respeito aos indivíduos em pauta.
A priori, pessoas com algum tipo de deficiência podem receber pouca atenção de qualidade de seus familiares. Nesse sentido, um indivíduo portador da síndrome de Down, não raro, é tratado como inferior no tocante às atividades cognitivas e físicas, circustância que dificulta o desenvolvimento pessoal por conta do ambiente desencorajador, por consequência, há a possibilidade do surgimento de uma autoestima baixa. Nesse seguimento, a depressão - caracterizada pela diminuição de hormônios essenciais relacionados ao prazer como a endorfina e a serotonina - pode se manifestar, fato que agrava muito a qualidade de vida dos cidadãos em pauta. Esse nefasto panorama é fruto do preconceito históricamente construído, o qual associa improdutividade e falta de beleza a indivíduos que destoam do padrão. Assim, informação deve ser difundida para as famílias lidarem, de forma mais consciente, com a situação.
Por outro lado, existem necessidades que não são sanadas na sociedade, principalmente para pessoas com algum tipo de limitação. Nessa sequência, os cadeirantes sofrem no deslocamento urbano pois, muitas calçadas não são adequadas pelo fato da baixa conservação e ausência de rampas em ponto específicos. Em paralelo a isso, um desrespeito semelhante ocorreu após a abolição oficial da escravatura no Brasil, em 1888, em que mesmo depois da implantação do documento, a sociedade continuou a tratar mal os emancipados, por meio da indiferênça para com seus direitos. Essa triste realidade atual é fruto da baixa eficiência estatal, no tocante a mobilidade. Com isso, é relevante que o Estado dialogue com o setor privado, com o objetivo de construir e reformar estruturas.
Em suma, a questão do capacitismo ainda é um problema no território brasileiro, fato que demanda combates. Por isso, o MEC deve promover palestras em praças públicas, por intermédio de profissionais qualificados - médicos, pedagogos, psicólogos - questionários e panfletos informativos. Em síntese, essas ações tem a finalidade de gerar respeito às pessoas em questão: menos preconceitos, mais atenção às decisões e opiniões, além de menos violência - verbal e física -.