Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 20/07/2021
A obra “utopia”, escrita pelo filosófo inglês Thomas More, retrata o contexto de uma sociedade ideal e livre de adversidades. Fora da ficção, diferentemente do que é exposto no livro, percebe-se, evidentemente, que na contemporaneidade existe uma situação recorrente aos desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil. Salienta-se, então, que esse cenário antagônico é fruto da quebra constitucional e da ausência de políticas públicas viáveis. Nesse viés, torna-se fundamental a superação desses desafios a fim do pleno funcionamento íntegro da coletividade.
Primeiramente, é fulcral pontuar que o individualismo é um fator determinante na persistência desse impasse. Na obra “modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira quando observa-se os desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil, haja visto que ocorre uma quebra constitucional, pois, o artigo 5 da Carta Magna garante que todos o corpo social, independente de qualquer condição social goze de direitos plenos, como à igualdade, entretanto, é nítido que tal excerto não é executado. Logo, essa líquidez que influi sobre o assunto funciona como um forte empecilho para a sua resolução.
Ademais, cabe pontuar a influência do que se apresenta como obstáculo a concretização de políticas de combate ao capacitismo. Nesse âmbito, ganha relevância a perspectiva de Oscar Wilde, escritor Irlandês, ao defender que o descontentamento é o primeiro passo para a evolução da população, por isso uma nação precisa de alternativas eficazes para reverter o quadro de exclusão social em que os deficientes estão imersos. Nesse sentido, fica clara a urgência de mitigar essa adversidade a partir da implantação de políticas públicas viáveis, para assim cumprir o que é prometido no artigo 5.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Nessa perspectiva, convém ao Governo Federal, responsável por políticas nacionais e abrangentes, por meio de subsídios, como por exemplo financeiros, criar espaços que visem a inclusão dos portadores de necessidades especiais e o seu desenvolvimento motor, com a finalidade de garantir um país mais igualitário. Para que, o Brasil aproxime-se da realidade idealizada por Thomas More.