Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 25/12/2020
“Talvez a única pessoa no mundo que percebe o quanto sou comum seja eu.” Essa foi uma frase do livro Extraordinário, que se trata de Auggie Pullman, um garoto que tem uma deformidade em seu rosto causada por uma doença. O enredo é sobre a dificuldade que ele tem em se inserir na sociedade por conta de sua aparência, e relata várias situações de preconceito e bullying na escola. Decerto, este livro é muito tocante porque percebe-se o quanto pessoas com deficiência sofrem diariamente e como elas são muito mais do que somente aparência e merecem respeito igualmente.
A priori, é importante compreender que o capacitismo é violência ou discriminações contra deficientes, pode se manifestar não somente em ações físicas, mas também em comentários e atos. Conforme dados do LBS Advogados, “Entre os 46,6 milhões postos com carteira assinada, somente 486 mil são ocupados por trabalhadores com deficiência”. Portanto, capacitismo é algo muito presente na sociedade brasileira e um sério problema que precisa ser enfrentado. Como exemplificado pelos dados, deficientes são marginalizados da sociedade, e eles tem dificuldade até mesmo de conseguir um emprego. Como também, encontram obstáculos nas coisas mais simples como a falta de rampas para caderantes nas ruas, de braille para um cego ler um livro ou de pessoas que falem em libras em canais de TV.
Ademais, o grande problema não está somente na falta de políticas públicas ou atos de inclusão de deficientes, mas sim no preconceito existente em simples olhares e falas. Uma vez que existe um esteriótipo de que o corpo humano somente funcionaria perfeitamente se estivesse dentro dos padões biológicos definidos, as pessoas acreditam que deficientes são incapazes. Entretanto, diversos deficientes de mostraram extremamente capazes, como por exemplo Tereza Perales, uma nadadora paralímpica que perdeu o movimento das pernas e é uma das atletas que mais ganhou medalhas em jogos paralímpicos na história. Ela deixa claro que, pessoas com deficiência tem capacidade de fazer tudo que quiserem e devem receber o mesmo respeito que qualquer outro cidadão.
Em suma, cabe ao governo investir em mais políticas públicas para deficientes, tais como rampas, livros em baille e falantes de libras em canais de TV, e cobrir os custos de procedimentos médicos para quem não consegue bancar. Além disso, deveria também criar leis que obrigassem as empresas a ter no mínimo 10% da equipe de deficintes, com o intuito de inluí-los na sociedade pelo mercado de trabalho, de modo que eles sejam valorizados e respeitados como merecem. Essas ações são de extrema importância porque os deficientes têm o direito de fazer tudo que quiserem e devem ter uma qualidade de vida melhor.