Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 25/12/2020

O astrofísico Stephen Hawking, vencedor de um prêmio Nobel, elucida com seu trabalho a importância de minorias sociais para o avanço global, ao passo que apesar de suas limitações físicas, foi o responsável por imperiosas teorias celestes. Entretanto, embora casos como os do renomado cientista não sejam incomuns, desviantes biológicos e estéticos permanecem sendo segregados no prisma hodierno, constituindo o “capacitismo”. Nesse sentido, seja por preceitos enraizados culturalmente ou pela ausência de punição para casos discriminatórios, episódios de violência capacitiva são frequentes no território tupiniquim e, por isso, carecem de cuidados.

Previamente, é relevante salientar como a base da civilização Ocidental deu-se de maneira excludente. À medida que uma criança era identificada com deficiência na Grécia Antiga, seu corpo era imediatamente sacrificado. Assim, o menosprezo pelo diferente foi instituído desde a construção das sociedades pioneiras mundiais e, mesmo com legislações protecionistas recentes, ainda repercute discriminações. Prova disso é a pesquisa Ruderman Family Foundation, que revela a retratação de necessidades especiais majoritariamente de forma degradante em séries e filmes, no periodo de 2016. Consequentemente, casos de bullying e preconceitos se tornam corriqueiros na população, podendo resultar em traumas e transtornos psíquicos. Desse modo, mudar a mentalidade social é crucial.

Ademais, a negligência governamental em corrigir casos de capacitismo contribui para a manutenção da intolerância. Conforme os pequenos não são punidos nas escolas em cenários de preconceito, o futuro adulto tende a manter o hábito abusivo. Dessa forma, a perpetuação da vilência permeia todas as faixas etárias, devido a não correção do deslize em nenhuma das fases. De acordo com o filósofo Pitágoras, é preciso concientizar as crianças no objetivo de não corrigir os mais velhos. Logo, orientar professores para prevenir quadros de segregação nos centros de ensino é essencial.

Portanto, ações são indispensáveis no objetivo de amenizar o capacitismo no Brasil. Sob essa ótica, a criação de propagandas que conscientizem os civis sobre os malefícios causados pela segregação e discriminação de deficientes, por meio de parcerias publico-privadas entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e empresas midiáticas, é mister a fim de evitar que a cultura da intolerância permaneça na sociedade. Para isso, a renda do Superministério da Cidadania serviria como custeio. Outrossim, a instrução de professores para a correção e prevenção de casos de violência nas salas de aula, por meio de uma ementa legislativa feita pelo Congresso Nacional, é fundamental a fim de extinguir a perpetuação desse costume nas próximas gerações. Apenas assim os resquícios da barbária grega não farão parte da sociedade nacional e casos como os de Stephen serão mais vistos.