Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 25/12/2020
A revolução francesa foi um grande marco histórico na busca pela igualdade entre os indivíduos da sociedade. Porém, a humanidade necessita de melhoras em vários pontos, como no caso do capacitismo, que é caracterizado quando um indivíduo deficiente é discriminado, ou agredido, física e verbalmente pelo simples fato de ser “diferente”. Desse modo, tal preconceito deve ser veementemente coibido para o bem da sociedade como um todo.
Em primeira análise, um caso de capacitismo que ficou bastante evidente no ano de 2020 foi o da youtuber Pequena Lô. A mineira de 24 anos, portadora de uma síndrome nunca identificada que provoca um certo grau de nanismo, sofreu vários comentários preconceituosos em suas redes sociais. Muitos desses comentários falavam que seu trabalho como youtuber só era conhecido devido ao fato dela ser deficiente física. Tal acontecimento ilustra bem essa ferida social que deve ser extinta, o capacitismo.
Ademais, diferentemente do que acontecia com os indivíduos deficientes físicos na Grécia e Roma antiga, onde os eram mortos ou excluídos de seus grupos sociais, o Brasil deve se tornar um lar acolhedor para os quase 40 milhões dos portadores de necessidade especiais existentes no país , de acordo com dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tal acolhimento deve ocorrer principalmente nas escolas, local onde cerca de 885 mil pessoas,segundo o IBGE,são portadoras de necessidades especiais, e são frequentemente vítimas de “bullying” exercido pelos ditos “normais”.
Portante, urge que o estado tome atitudes drásticas em combate ao capacitismo. Para isso , é necessários que o governo federal, em parceria com os estados e municípios, crie centrais de reclamaçoes contra o capacitismo, onde exista um número que o deficiente físico possa ligar e denunciar qualquer caso de preconceito que tenha sofrido ou presenciado. Essa central deve rapidamente contatar a polícia, para que esta vá em busca do agressor e o prenda. Dessa forma, essa ferida sociais que jorra sangue será aos poucos suturada, fazendo com que o Brasil se torne cada vez mais um país de todos.