Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 25/12/2020
No Brasil, o Estatuto da pessoa com deficiência assegura os direitos das pessoas com deficiência portanto o chamado capacitismo -preconceito e a exclusão com essas pessoas-, é extremamente presente em diversos setores da nossa sociedade. Tal fenômeno ocorre devido a forte falta de acessibilidade para todos os brasileiros, o que limita a convivência social de pessoas com e sem deficiências e, ao mesmo tempo, o preconceito por parte da população de modo geral, que dificulta a aprendizagem sobre medidas de acessibilidade.
A priori, a cultura de exclusão de pessoas com deficiência existe desde civilizações antigas nas quais era feito abandono de crianças com algum tipo de deficiência, declaradas como castigo divino. Além disso, Marinalva Oliveira, coordenadora do Laboratório de Inclusão da UFRJ, afirma haver a falta de políticas públicas que propiciem a autonomia e acesso para essas pessoas, a fala da docente explicita a dificuldade de conviverem socialmente, o que agrava o isolamento, a exclusão e o capacitismo.
Ademais, a existência da discriminação por parte da parcela de pessoas não deficientes dificulta o processo de aprendizagem sobre medidas de acessibilidade e combate ao capacitismo. Tal preconceito pode ser percebido no filme “A teoria de tudo” que narra a trajetória do físico Stephen Hawking, que apesar de ser extemamente inteligente, precisa a todo momento provar ser capaz para seus colegas de profissão. É inegável que a necessidade de reafirmação intelectual, social ou da capacidade física e mental de pessoas com deficiência é extremamente nociva e pautada apenas no preconceito do restante da população.
Portanto, medidas são necessárias para que o Brasil se torne um país mais acessível. Assim, caberá aos goveros estaduais e municipais tornar os espaços públicos aptos para receberem pessoas com deficiência por meio, por exemplo, de rampas, escritos em braile, pisos táteis etc, além de promover campanhas de combate à discriminação, em redes sociais e meios televisivos em busca de melhorar a convivência social de população com e sem deficiência e, por conseguinte, aumentar o aprendizado sobre o capacistismo a fim de combatê-lo. Em adição, toda a sociedade civil deve se informar sobre inclusão em livros, reportagens e até mesmo canais do Youtube bem como o “Vai uma mãozinha aí?”, de Mariana Torquato que publica vídeos frequentes sobre como pessoas não deficiêntes podem auxiliar na luta pela acessbilidade, com o intuito de se informar sobre os problemas enfrentados e as formas de cessá-los. Somente desta maneira, o Brasil alcançará um futuro mais inclusivo para toda sua população.