Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 26/12/2020
As Paraolimpíadas são um conjunto de eventos esportivos televisionados após as Olímpiadas e são de extrema importância para a visibilidade do deficiente como ser humano igual aos demais. Apesar desses avanços, ainda são encontrados alguns percalços ao longo do caminho para a inclusão de pessoas com algum tipo de impedimento físico ou mental na sociedade, como problemas de falta de acessibilidade em locais comuns e preconceito contra essa minoria. Logo, é notável que existam desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil.
Em primeiro lugar, é preciso destacar a precariedade da infraestrutura de ambientes públicos e privados no país, o que acaba dificultando o acesso de uma parcela da população. Para ilustrar a situação, é possível citar a ausência de elevadores para cadeirantes em prédios de faculdades federais, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essa exclusão do deficiente de espaços sociais e de trabalho acaba apagando a identidade dessas pessoas, diminuindo suas oportunidades em empregos, estudos e eventos de lazer. Assim, essa se mostra como uma das formas de capacistismo presentes na atualidade.
Em segundo lugar, também é necessário ressaltar o estigma associado à minoria e sua carga histórica. Antes do século XX, era comum a montagem de circos baseadas na exposição de deficientes como parte principal do “show”, o que já os categorizava como “anormais” e “aberrações”. Apesar de ser condenado socialmente na atualidade, a temática é recorrente na televisão, como na série “American Horror Story: Freak Show”, contribuindo para uma visão negativa do grupo ao retrata-los como inferiores. Esse estereótipo que se perpetuou na sociedade motiva, até hoje, discriminação contra essas pessoas de maneira injusta e infundada, dificultando o combate à este preconceito.
Portanto, são necessárias medidas para mitigar os desafios contra o capacitismo. Visando amenizar o quadro, é papel do Poder Legislativo implementar multas à organizações que não apresentarem algum planejamento de inclusão do deficiente, seja por questão de arquitetura da localidade ou falta de profissionais treinados para o auxílios daqueles com algum impedimento comunicativo. Essa penalização desencorajaria futuras empresas a excluir deficientes como parte integral da sociedade, diminuindo barreiras para que eles ingressem no cotidiano brasileiro. Em paralelo, os professores das escolas deveriam ensinar em sala como respeitar todos os seus colegas, independente de aparência ou capacidade. Isso seria feito por meio de projetos que incentivem as crianças a pensarem sobre o tópico de maneira saúdavel e construtiva, evitando a propagação de preconceitos. Por meio dessas ações, seria possível minimizar os impactos da problemática no Brasil.