Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 26/12/2020
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 7, o direito a aceitação social a todo indivíduo portador de necessidades especiais como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a discriminação por parte da sociedade em reconhecer pessoas com deficiências especiais como cidadão ativo, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro. Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito que esses indivíduos têm sofrido. Nesse sentido, verifica-se que o problema está enraizado na sociedade, que julga sem ao menos experienciar as reais capacidades dos indivíduos com deficiência. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o de inclusão, o que infelizmente é evidente no país. Evidente no país. Ademais, é fundamental apontar a [carência de programas com âmbito conscientizado nas escolas. Segundo Pitágoras, um filósofo grego, certa vez fez a seguinte afirmação: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”. Diante de tal exposto fica evidente a importância da conscientização começar cedo, pois com crianças conscientes - teremos adultos capazes de mudar o cenário atual. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC), por intermédio de campanhas midiáticas, informar à toda sociedade - a real importância de aceitarmos as diferenças e agir de maneira correta diante destas situações. Assim, se consolidará uma sociedade mais inclusivas e equidária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.