Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 28/12/2020
Em algumas cidades da Grécia Antiga, como Esparta e Atenas, pessoas com deficiência eram comumente abandonas ou mortas em rios por serem vistas com repulso e inferioridade. Hodiernamente, no Brasil, esse grupo social é negativamente impactado devido aos problemas que envolvem o capacitismo e os desafios no seu combate. Dessa maneira, esse cenário antagônico é fruto tanto da mentalidade errada da sociedade, quanto do deficitário papel do Estado em promover a igualdade civil nos direitos da população.
Diante dessa conjuntura, convém destacar a visão preconceituosa da população como um fator motivador desse problema em discussão. Nesse sentido, para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade atual é cada vez mais individualista e os seres não têm tanta empatia pelo outro. Da mesma forma, na realidade brasileira, diversos indivíduos praticam atos de violência moral e discriminação contra pessoas com deficiência (PCD), o que contribui para a exclusão social desse grupo e pode resultar em problemas na saúde mental dessas pessoas. É, pois, inaceitável que essa situação nociva continue acontecendo no Brasil, sendo necessárias medidas que tornem a vivência no país mais justa.
Ademais, a insuficiência no âmbito legislativo corrobora esse óbice em questão. Nesse viés, a Constituição Federal de 1988 prevê a igualdade a todos os cidadãos. No entanto, a falta de estruturas que promovam a acessbilidade, como, por exemplo, rampas e piso tátio, revelam o descaso das autoridades no cumprimento das leis estabelecidas na constituição, o que resulta na dificuldade das pessoas com deficiencia de viver igualmente pelas cidades e terem as mesmas oportunidades que outros indivíduos. Sob esse aspecto, a ausência de condições favoráveis a esse grupo cria um cenário propenso a casos de preconceito e desvalorização, o que é inadmissível.
Portanto, cabe ao Tribunal de Contas da União disponibilizar verba que, por intermédio do Ministério da Cidadania, será revertida na criação de um plano nacional chamado “Igualdade Entre os Nossos”. Tal plano deve, por meio de contruções de espaços culturais voltados para PCD’s, bem como campanhas publicitárias na internet e televisão, promover a integração social dessse grupo e conscientizar a população do país sobre a gravidade dos casos de preconceito. Espera-se, com isso, afastar totalmente dos acontecimentos da Grécia Antiga e tornar nossa sociedade mais justa e democrática.