Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 26/12/2020

O físico alemão Albert Einstein disse em uma de suas célebres frases: " É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito". Isso sintetiza a realidade de muitos deficientes brasileiros que precisam conviver diariamente com a falta de acessibilidade e, além disso, com “pré-conceitos” velados. Tais circunstâncias tornam evidente a necessidade do combate ao capacitismo, fazendo com que o Estado garanta direitos fundamentais e igualitários a todos os brasileiros.

A priori, um dos principais vetores que agrava essa problemática é a forma como essas pessoas são tratados pela sociedade. Segundo uma pesquisa publicada pela revista Veja, 9 em cada 10 deficientes físicos entrevistados dizem ter sofrido algum tipo de preconceito em algum momento de suas vidas. Além disso, muitos desses relataram que em certas ocasiões foram até chamados de aberrações. Diante disso, fica clara a necessidade do combate a essa descriminação e a esses esteriótipos que ainda persistem em uma sociedade do século XXI.

Outrossim, o Estado se exime da sua função em garantir direitos constitucionais básicos, fazendo com que essa problemática se torne ainda mais grave. Dados da APAE Brasil revelam que hoje são mais de seis milhões de deficientes brasileiros que convivem diariamente com a falta de acessibilidade. Essa organização estima que menos de 5% dos estabelecimentos; ruas; calçadas; universidades; entre outros, são ambientes acessíveis a essa população, tornando tarefas básicas do dia-dia em algo extremamente complexo.

Portanto, torna-se clara a necessidade do combate ao capacitismo no Brasil. Para isso, o Poder Legislativo deve criar uma lei que puna qualquer tipo de descriminação e preconceito com os deficientes físicos, estipulando uma pena de cinco a dez anos de prisão, para que assim seja desestimulado essa prática tão violenta. Somado a isso, essa mesma normativa deve estabelecer que todos os estabelecimentos públicos e privados  disponham do mínimo de acessibilidade, sobre a pena de multa caso isso não seja cumprido, para que assim, seja possível facilitar tarefas diárias dessa população que se tornou invisível perante ao Estado e ao setor privado. Somente assim poderá haver uma mudança nessa conjuntura tão preocupante.