Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil

Enviada em 26/12/2020

De acordo com o Iluminismo, teoria filosófica desencadeada no século XVIII, uma sociedade só progride quando um se mobilza com o problema do outro. Não obstante, esse ideal não é posto em prática quando se observa o combate ao capacitismo no Brasil, haja vista as precárias políticas para combatê-lo. Tal problemática persiste no tecido social devido ao preconceito da população aliado a falta de oportunidades para o portador de deficiência.

Mormente, é válido ressaltar a ignorância dos indivíduos como um desafio para resolver a questão. Nessa perspectiva, é notório a descriminação que pessoas deficientes sofrem em escolas e ambientes de trabalho, vistas como incapazes de ter uma vida normal,  além de sofrerem agressão verbal ou física em muitos desses locais. Sob essa visão, Jean-Paul Sartre, filósofo representante do Existencialismo, afirmou que afirmou que a violência, independente de como se manisfesta, é sempre uma derrota. Nesse sentifo, é inaceitável que atitudes como essas persistam na sociedade, visto que todo ser humano tem direito a vida, a proteção e ao bem-estar social, algo que consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos e deve ser cumprido.

Outrossim, a falta de oportunidades para os deficientes colabora para a intensificação do capacitismo na sociedade brasileira. Nessa lógica, é possível perceber a ausência de profissionais deficientes no mercado de tranalho e isso acontece devido ao preconceito enraizado no tecido social, no qual muitos têm o pensamento de que o deficiente não possui a capacidade de fazer as mesmas funções de outras pessoas. Nesse contexto, Emillé Durkhein, cientísta político considerado pai da sociologia, afirmou que o indivíduo é influenciado pelo meio na sua forma de pensar e agir. Assim sendo, é possível afirmar que essa discriminação é passada de uns para outros por conta do local em que vive, onde o preconceito já está inserido dentro da sociedade, algo que necessita ser mudado, pois atitudes como essas contrubui para a segregação dos portadores de deficiência.

Urge, portanto, que o Ministério da educação, por meio de verbas disponibilizadas pela Receita Federal, investir em campanhas nas escolas e em meios de comunicação, tais projetos deve destacar a importância da inclusão do deficiente na sociedade, com o fito de atenuar o preconceito e trazer mais oportunidades para esses indivíduos. Ademais, o Poder Público, com leis aprovadas no senado, deve facilitar o acesso dos portadores de deficiência no mercado de trabalho, por meio de cláusulas que exijam a contratação dessas pessoas nas grandes coporações, a fim de diminuir a segregação. Espera-se, com isso, vencer os desafios do combate ao capacitismo e ter uma sociedade que progride, assim como afirmado na teoria filosófica do Iluminismo.